Antepastos são pequenas porções de alimentos servidos antes da refeição principal, podendo ser ingredientes únicos (como Queijos, Salames, Presuntos, etc.) ou preparados. Também chamados de Hors – D’ Ouvre, podem também simplesmente ser servidos em uma reunião informal.
Tradicionalmente, são colocados numa grande travessa que fica no centro da mesa para que todos possam se servir.
Presuntos, salames, azeitonas, sardella, berinjela, entre outras delícias, compõem o cardápio de entradas na Itália. Bem temperados e com toques picantes, os antepastos podem ser degustados acompanhados de pão fresco e um bom vinho.


Bruschetta: Fatias de pão tostadas ou grelhadas com azeite e alho. Esta é a tradicional receita da bruschetta, um prato típico das regiões da Toscana e Umbria. É comum encontrar também preparações com presunto, peperoni, tomates e legumes gratinados. É um dos pratos mais conhecidos da culinária italiana, e era muito consumida nas comunidades pobres do país nos anos pós-Segunda Guerra.
BRUSCHETTA ALLA ROMANA
Ingredientes ( 4 pessoas )
16 Fatias de pão italiano, cortadas com 1cm de espessura
06 Peperoncini italianos secos ou pimenta calabresa nacional
03 Dentes de alho inteiros
16 Lâminas de presunto cru, tipo Parma
Óleo de oliva extravirgem, a gosto

Toste as fatias de pão em assadeira, no forno, deixando o pão macio no meio. Esfregue nas fatias de pão ( ainda quentes ) o alho e, depois, o peperoncino, até ficarem bem impregnadas. Regue com óleo de oliva extravirgem, o suficiente para penetrar bem nas bruschette. Sirva cada fatia com uma lâmina de presunto cru por cima.

Sardella: em italiano, o nome significa sardinha, que é a base de preparo do prato. É uma espécie de pasta que, além do peixe, leva também azeite, pimentão, pimenta e outros temperos.
Dizem que a sardella foi criada no Brasil, com a chegada dos primeiros imigrantes italianos ao estado de São Paulo.
SARDELLA ITALIANA
Ingredientes:
 5 pimentões vermelhos (sem pele)
 3 colheres (sopa) óleo
 100g filé anchova
Pimenta calabresa seca
2 colheres (sopa) colorífico
3 colheres (sopa) orégano
 1 colher (sopa) sal
50ml azeite
Coloque os pimentões em uma assadeira e leve ao forno quente (180º) por 30 minutos ou até escurecerem bem. Tire do forno, e retire a pele. Corte em pedacinhos e frite no óleo. Coloque o pimentão no liquidificador com o óleo da panela e bata com o restante dos ingredientes até ficar uma pasta homogênea. Tire do liquidificador, volte para a panela e cozinhe por uma hora em fogo baixo. Passe para um recipiente deixe esfriar e misture o azeite. Deixe a sardella em um recipiente na geladeira por até 30 dias.


Caponata: original da Sicília, a caponata tem sabor adocicado e é preparada basicamente com berinjelas e tomates frescos.
É servida com diferentes temperos e ingredientes.
Há variações com uvas-passas, alcaparras, azeitonas, pimenta, entre outros.
Tradicionalmente, é levada à mesa em temperatura ambiente.
CAPONATA SICILIANA.
Ingredientes
4 berinjelas médias
150 g de azeitonas verdes picadas
1 colher (sopa) de alcaparras
6 ramos de aipo (salsão) ou pimentões coloridos
2 cebolas grandes cortadas em fatias finas
5 tomates maduros sem pele
1 colher (sopa) de açúcar
1/4 copo de vinagre de vinho tinto
½ copo de azeite de oliva extravirgem
Sal a gosto
Pimenta vermelha moída na hora
Manjericão fresco
Preparo
Corte as berinjelas em pedaços irregulares (com casca). Espalhe sal por cima e coloque-as no escorredor de macarrão, deixando-as assim por cerca de 60 minutos (este processo serve para eliminar o gosto amargo das berinjelas). Depois disso, lave-as rapidamente em água corrente abundante e as enxugue bem com papel toalha.
Limpe e lave o salsão. Corte-o no sentido transversal e cozinhe-o em água por cerca de 10 minutos. Escorra-o e reserve.
Lave muito bem as alcaparras para retirar o excesso de sal.
Numa frigideira grande, aqueça o azeite e comece a fritar as berinjelas por cerca de 3 minutos ou até que fiquem bem douradas. Retire-as com uma escumadeira e deixe escorrer bem.
No mesmo óleo, refogue as cebolas e o salsão. Depois disso, adicione os tomates, as azeitonas e as alcaparras. Acerte o sal e tempere com peperoncino a gosto. Faça cozinhar por cerca de 5 minutos.
Adicione as berinjelas e deixe cozinhar por mais 10-15 minutos, mexendo delicadamente de 4 a 5 vezes.
Adicione o açúcar e o vinagre. Deixe cozinhar por mais 3-4 minutos. Decore com o manjericão. Sirva morna ou fria.

Obs.: A caponata também pode ser conservada para posterior consumação. Para isso, basta adotar o procedimento de potes herméticos e esterilizados. Lembre-se que no caso da caponata é bom cobrir o composto com 1 cm de azeite, antes de fechar a tampa para evitar oxidação e fungos. À medida que for usando, é recomendável manter o nível do azeite. Conserve sempre na geladeira


Carpaccio( CLIQUE AQUI E CONHEÇA MAIS: as finíssimas fatias de carne com molhos e temperos são uma deliciosa opção de antepasto.
O nome do prato foi inspirado num pintor veneziano do século 15, que usava cores vermelhas e brancas em suas telas sacras.
Quando as fatias de carne vermelha foram servidas pela primeira vez, com fios de maionese em cima, devido à semelhança de tons, foram batizadas de carpaccio em homenagem a Vittore Carpaccio (1460 - 1526).
Para conseguir um corte bem fino na carne, é necessário que esteja congelada.
Presunto Parma: criado na Espanha, o presunto in natura, preparado com carne de porco, conquistou o paladar dos romanos antes ainda no nascimento de Cristo. A região de Parma, na Itália, é um dos maiores produtores de presunto deste tipo do mundo. No país, o San Daniele, que é um pouco mais suave e menos salgado que o Parma, também tem grande destaque e chega a ser um dos mais famosos do mundo. Na mesa, fatias da iguaria estão entre as opções para uma deliciosa tábua de antepastos.


Crostini: também preparado com pão, o crostini é feito com fatias bem finas de pão italiano pinceladas de azeite, que são levadas ao forno até ficarem crocantes. O recheio pode variar: queijos, salmão, vegetais, azeitonas e tomates são os mais comuns.


Salame: a região de Milão produz o salame mais famoso da Itália. Servido geralmente na versão crua, o preparo leva pimenta. Sempre presente nas refeições dos italianos, aparece em fatias ou em pequenos pedaços. Pode servir ainda como complemento para outros antepastos, como a bruschetta.


Pamonha é um quitute feito de milho verde, comum em todo o território brasileiro, principalmente em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e em todos os Estados do Nordeste.
A origem da pamonha no Brasil recebe versões diferentes. Há quem diga que a receita foi trazida pelos escravos africanos. Outra interpretação credita à imigração italiana, no século XIX, a popularização do milho na culinária brasileira.
Já outra vertente defende que a pamonha tenha surgido da mistura entre tradições indígenas (que já dominavam o cultivo do milho) e portuguesas (que teriam trazido ao Brasil uma receita muito semelhante à da pamonha).
O milho verde é ralado e à massa resultante são misturados leite e sal ou açúcar. Esta massa é colocada em "recipientes" feitos com a própria casca do milho que também serve como tampa. As pamonhas são submetidas a cozimento e sua massa alcança uma consistência firme e macia.
O nome "pamonha" vem da palavra tupi pa'muña, que significa "pegajoso".
Piracicaba se tornou famosa por sua grande produção de pamonhas e pelo marketing das "pamonhas de Piracicaba" nos anos 60 e 70 quando a família Rodrigues fabricava mais de 5.000 pamonhas diariamente para serem distribuídas por todo o estado de São Paulo. Tornar-se-iam nacionalmente conhecidas as chamadas dos alto-falantes dos vendedores:
 "Pamonhas, pamonhas fresquinhas, pamonhas de Piracicaba, é o puro creme do 
milho, venham experimentar estas delícias... Pamonhas, Pamonhas, Pamonhas...".

RECEITA.

PAMONHA.

8 espigas de milho com a palha.
½ xícara (chá) de leite.
1 colher(sopa)de manteiga.
1 ½ xícara(chá)de açúcar.
1 pitada de sal.

Corte a extremidade das espigas, limpe e reserve as palhas para embrulhar as pamonhas.
Em uma panela, leve ao fogo o leite e a manteiga até derreter e reserve.
Com uma faca, retire os grãos das espigas de milhos. Reserve.
Bata os grãos do milho no liquidificador até obter um creme (se preciso coloque um pouco de água para ajudar a bater).
Adicione essa mistura ao leite reservado, acrescente o açúcar, o sal e mexa. Passe as palhas reservadas em água fervente por alguns minutos, escora e seque bem.Separe 2 palhas para cada pamonha.
Pegue a primeira palha, dobre as laterais e a ponta, formando um saquinho. Encha o saquinho com o líquido da pamonha e cubra com a outra palha, dobrando as laterais e a ponta.
Amarre as extremidades, de canto a canto com o barbante.
Coloque as pamonhas em uma panela com água, uma a uma, e cubra com os sabugos reservados.
Mantenha no fogo por 1 hora ou até a palha ficar bem amarelada.





Em 1465, a condessa Amelia Nani Mocenigo,  de Veneza, cumprindo uma dieta muito severa, teve ordem médica de não comer carne grelhada ou cozida. Seu cozinheiro, Giuseppe Cipriani, criou um prato especial com filet de carne crua. Fatiou-o como se fosse presunto e temperou-o com um molho bem simples. A condessa ficou maravilhada e essa nova delícia saiu da mesa da condessa e logo foi parar Itália afora. Como na época o pintor italiano Vittore Carpaccio era muito conhecido em Veneza e suas pinturas carregavam um vermelho muito vivo, semelhante ao prato de Giuseppe, a homenagem foi imediata.

INGREDIENTES
1 peça de carne (filet) sem gordura
2 colheres de sopa de alcaparras
4 colheres de sopa de queijo parmezon ralado no ralo grosso
Sal, limão, pimenta do reino e azeite de oliva à gosto

MODO DE FAZER
1)    Amarre a carne com um barbante para dar forma cilíndrica à peça.
2)    Leve a carne ao freire até ela começar a endurecer.
3)    Com um fatiador de presunto ou com uma faca muitíssimo afiada, corte fatias bem finas da carne.
4)    Acomode as fatias ainda firmes em pratos rasos cobrindo todas suas superfícies, cerca de 15 ou 20 fatias por prato.
5)    Deixe a carne "derreter" até quase ficar na temperatura ambiente.
6)    Aplique os temperos nessa ordem: Sal, gotas de limão, pimenta do reino, azeite de oliva, alcaparras e queijo ralado.


NESTLE.COM.BR


Os astecas já consumiam as favas de cacau antes da chegada dos espanhóis na América. Foram eles que inventaram o tchocolatl, uma bebida escura, amarga e fria, feita com as sementes do fruto, pimenta e especiarias. Foi de onde veio o nome da bebida. Os europeus só teriam conhecido o poder do chocolate em 1528, quando o conquistador Cortez levou algumas sementes da América para o rei Carlos V, da Espanha. Desde então, o chocolate começou definitivamente a fazer sua história, tornando-se tão popular e valioso na Espanha que sua produção foi mantida em segredo por mais de um século. Foi só no século 18 que surgiu, em Londres, a primeira loja especializada. No século seguinte, chegou a vez de Paris, onde foi instalada a primeira fábrica do produto. No começo do século 19, as casas de chocolate surgiram por toda Europa como locais para encontros de intelectuais e pessoas da moda. A White's e a The Cocoa Tree foram as mais famosas. Ainda no século 19, os holandeses criaram o chocolate em pó e em barra. Os suíços acrescentaram o leite, que está na maioria dos chocolates em barra que consumimos atualmente. Até na literatura do Marquês de Sade há menção ao alimento. Em uma de suas histórias, pastilhas de chocolate foram distribuídas numa festa e criaram furor entre os convivas. O processo de fabriação do chocolate não mudou muito nos últimos anos desde os avanços dos suíços no século 19. Ele começa na seleção dos grãos de cacau. A amêndoa do cacau é torrada, triturada, moída, ganha manteiga e açúcar. Daí pode ser prensada e transformada em pó ou virar massa de chocolate, que é produzida a partir do licor de cacau. A massa de chocolate ganha leite para virar barra ou outros ingredientes variados no caso dos chocolates com sabor ou com nozes, avelãs e outras sementes. As etapas finais são a moldagem e o esfriamento, que deve ser feito de uma forma controlada para dar brilho ao chocolate em barra.

INGREDIENTES
100g de chocolate amargo em tablete
100g de açúcar
2 colheres de sopa de manteiga
3 gemas
4 claras
1 xícara de chá de leite
1 colher de café de essência de baunilha
3 colheres de sopa de maizena

MODO DE FAZER
1)    Derreta o chocolate em banho Maria. Reserve.
2)    Misture a maizena com 3 colheres de sopa de leite.
3)    Acrescente essa mistura ao chocolate.
4)    Junte então ao chocolate: O açúcar, a baunilha e o restante do leite.
5)    Leve ao fogo brando até engrossar mexendo sempre. Espere esfriar um pouco.
6)    Quando a mistura estiver morna, acrescente as gemas, a manteiga, mexa bem e deixe esfriar.
7)    Bata as claras em neve e junte a mistura que deverá estar totalmente fria.
8)    Mexa delicadamente até a mistura ficar bem homogênea.
9)    Despeje a mistura em um refratário alto e leve ao forno forte já pré-aquecido por 20 minutos.

ATENÇÃO
Servir Imediatamente! - Esta sobremesa não espera o freguês! O freguês é quem espera a sobremesa!